segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Abraço


Hoje, busquei um abraço e me surpreendi com o quanto era confortável. Eu já sabia que era. Surpreendi-me mesmo com o fato de eu ainda me surpreender com isso.

Talvez tenha esquecido, nos momentos em que passo longe, ocupada com o resto da minha vida. Talvez seja bom esquecer. A surpresa me faz lembrar do primeiro abraço. Faz-me lembrar de como eu me agarrei àquele abraço para justificar minha relutância em ir embora.



"And when my love for life is running dry..."

Imagem: GettyImages

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Injustiças

E quando você olha para todos os lados até perceber que a única maneira de sair do fundo do poço é perdendo algo de que gosta muito?

Ainda olhando para os lados, você também vê um monte de pessoas se dando bem à custa de outras. À sua custa. Você perde, pessoas desonestas ganham.

Às vezes, parece que é errado ser honesto.

"Coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz..."

Imagem: GettyImages

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poderia

Poderia falar desses dias: de sentir demais, de falar de menos. De nunca mais escrever; sem palavras, sem saber o que dizer. É isso, aquela que nunca ficou sem palavras por muito tempo, agora parece que as perdeu por completo.

Poderia falar do começo: de procurar pelo mundo, desistir e, então, avistar. De negar. De nunca lutar para ter, mas querer mesmo assim. De não correr atrás, mas andar sempre ao encontro de. De parar, exausta, e desistir de novo. Desistir de resistir.

Poderia falar dos deslizes: dos destoques, das desconversas, dos desencontros. Das músicas, de esperar, da vontade de encontrar e do medo do encontro. De sonhar acordada. E nunca dormir.

Poderia falar de mim. Mas talvez seja esse o problema.

Poderia falar de amor. Sim, poderia. Mas há muito perdi as palavras.

"The words will never show the you I've come to know"

Imagem: GettyImages

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Friends never say goodbye

Hoje, pensei em todos os amigos que eu tenho e que já tive. Todos especiais, todos com seu valor na minha vida. Não tenho como quantificar carinho, nem é minha intenção agora homenagear o mais importante. Apenas quis escrever este texto — apesar de já saber que vai doer — porque este é o primeiro dia do amigo em oito anos que eu passo sem ele.


Nunca consegui terminar um texto decente sobre ele desde que foi embora. Já faz sete meses, mas ainda é duro entrar em casa e ouvir o som do silêncio. Ainda é duro olhar a porta da cozinha e não ver aquela cabecinha apoiada no "pára-Willy". Ainda mais duro é precisar daquela companhia e não encontrar.
Ele era a companhia que nunca faltou; aquele que ouvia concentrado, mesmo sem entender nada do que eu falava. Ele foi aquele que me aguentou, não importava como eu estava na hora. Foi aquele que assistiu às minhas lágrimas em silêncio. E que nunca julgou nada, por mais errada que eu estivesse.
E só me machucou quando foi embora.
Saudade. É difícil dizer adeus. Amigos não dizem adeus.

"Friends never say goodbye
Never say goodbye"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Outros quartos

Hoje estou oficialmente passando do primeiro quarto de século.


Vejamos como serão os outros quartos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sob o Sol de Toscana


"Dizem que assentaram os trilhos entre Viena e Veneza antes que houvesse um trem para fazer o trajeto. Mas, mesmo assim, construíram. Eles sabiam que, um dia, ele chegaria."

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Idéias – Desafio das Listas

23/05 – As melhores idéias que você já teve para o seu blog

Nome do blog
Tentei imaginar um título que tivesse a ver com o meu nome e que significasse alguma coisa. Que explicasse o blog inteiro por si só. Quando pensei nesse nome, não consegui mudar mais. Pensei: "that's it". E está aí até hoje.

Escrever "momentos"
Eu era pequena, quando li meu primeiro "momento". Foi num livro de português, um texto que iniciava o capítulo do livro. Gostei da maneira que ele conseguia ser uma história e conseguia ser curto. Dizia muito em poucas palavras. Era fácil de ler. Percebi que queria fazer isso aqui: escrever contos curtos, de três parágrafos, quatro, pouco mais, pouco menos. O nome "momentos" quem deu foi o Bruno. Eu gostei. Estão na categoria "contos" que, um dia, mudarei para "momentos".

Terminar (a maioria d') os textos com o trecho de uma música
Sempre que termino de escrever um texto, uma música me vem à mente. Se não vier, eu procuro. Acho que textos e músicas se completam, se inspiram. Faço a conexão e espero que a música consiga dizer mais que eu.

Sempre colocar uma imagem
Imagens prendem a atenção. Gosto de coisas bonitas. Gosto que os vários tipos de arte se completem numa só obra. Texto, música, imagem. Uma obra completa. Só falta dançar.

Divulgar via twitter
Eu não tinha muitas maneiras de divulgar uma atualização para os meus amigos e leitores. Foi quando eu descobri o twitter. Entrei no twitter (há uns dois anos) gprincipalmente por isso. Só depois que ele virou vício.

Imagem: GettyImages

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Críticas - Desafio das listas

20/05 – Como você lida com as críticas.

Eu acho que já disse aqui algumas vezes: eu adoro comentários. Mas, uma vez que a gente cria um blog e dá a cara para bater, está sempre sujeito tanto a elogios quanto a críticas. E nem todo mundo sabe lidar com isso.

Existem três tipos de críticas: as construtivas, as dispensáveis e os trolls. Por sorte, ainda não tenho nenhum troll; acho que eles ainda não me descobriram aqui.

O importante é você saber diferenciar as críticas construtivas das dispensáveis. Pessoalmente, não sou boa nesse quesito. Às vezes, juro que dá vontade de dizer "aham, Claudia ", mas eu espero. Deixo para ler depois e avaliar se a crítica tem fundamento. Se eu concordar, corrijo na mesma hora. Se eu discordar, eu termino ignorando.

O que me irrita, no meio dessas críticas dispensáveis é aquele sabichão que aparece de vez em quando para analisar seu texto como se fosse seu editor profissional: "olha, acho que você deveria mudar aquela palavra tal por essa aqui, porque eu não gosto dessa expressão". Quem te contratou, ô intrometido? O texto é meu e eu quero usar a expressão que me der na telha, dá licença? Anyway, eu termino ignorando.

Mas, no geral, acho que tenho lidado bem com o que aparece. Estou aqui para isso. Que venham as críticas; que elas me façam crescer.

Imagem: GettyImages

Procrastinando - Desafio das Listas

19/05 – Coisas que você vive procrastinando

- Organizar feeds
Meus feeds vivem uma bagunça. É igual ao meu quarto: o negócio é manter organizado. Pra organizar depois, me dá uma preguiça monstra.

- Zerar o leitor de feeds
Fora que não tenho lido nada. Quando leio, é um ou outro, mas nunca consigo zerar tudo.

- Organizar pastas no computador
Outro quarto. Nossa, tenho muitos quartos pra arrumar.

- Atualizar meu about
Deve ter uns dois anos que eu não mudo. Só faço pequenas modificações.

- Publicar esse post
Era pro dia 19, quase que não sai.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Comentários memoráveis - Desafio das listas

16/05 – Os comentários mais memoráveis que você já recebeu

Adoro comentários, todos eles. Mas "memorável" é para quem tem memória. Eu, que não tenho, vou ter que garimpar aqui. Eis alguns dos melhores:


1. Andréia disse... (no post Enquanto a fogueira ardia)
Uma graça! Vou ler com os meus alunos, da alfabetização. bjo, bjo.
(A parte memorável da história é que ela não só realmente leu com os alunos da alfabetização, como mandou todo mundo fazer um desenho sobre a história. E ficou de me mandar os desenhos pelo correio, mas deu algum problema no envio.)

2. Bruno Portella disse... (no post Pela Janela)
Tenho sempre a impressão que você cria uma narrativa do seu cotidiano, como se, aos poucos, transformasse sua vida em uma coletânea de contos. E com que delicadeza!
Este aqui é lindo. Eu leio literalmente e é lindo. E quando imagino que possa ser algo mais profundo, uma analogia pra algum fantasma seu um pouco menos colorido, ele continua lindo.

3. littlemarininha disse... (no post Insensível)
Meu, MUITO obrigada pela sua história! Peço inclusive autorização pra usá-la... mesmo achando que não poderei usa-la como gostaria. Enquanto lia, parecia que olhava num espelho. No final, então, nossa, até me arrepiei aqui!
Quando eu sinto alguma coisa, gosto de gritar isso, gritar mesmo, espalhar, dizer, mostrar, principalmente quando se trata de alguma coisa que me faz mal de certa maneira. Seu texto, por incrível que pareça, parece um grito meu agora. Não dá pra usar como gostaria, mas "usa-lo-ei" de alguma forma, hahaha. Com os créditos, claro!

4. V.H. disse... (no post Apenas Palavras)
Agora eu entendi. Se fosse um texto normal, teria poucos comentários. Mas aí você apelou e resolveu fazer uma verdadeira poesia em prosa, um laço completamente sincero sobre vida e arte, que qualquer pessoa que ame escrever consegue sentir, consegue viver. Uma declaração apaixonada sobre algo que você faz muito bem. 23 é pouco! Que a tua inspiração seja eterna.

5. Rob Gordon disse... (no post Em Branco)
Algumas pessoas têm uma página em branco e não fazem nada com ela.
Você? Você fez mágica nesse texto.
Gente, garimpando, encontrei tantos comentários fantásticos. Mas só pode colocar 5, então vão os mais significativos. Demora, mas é uma delícia ler tudo de novo.

Imagem: GettyImages